Ando devagar
Não por ter medo do porvir
Ou para evitar o cansaço
Não por ter desacreditado em mim
Ou nas pessoas que me amam, que eu amo
Não que eu não saiba para onde quero ir
E não que eu não entenda aonde posso chegar
Não é por ter chegado aqui aos pedaços
Que ando parado, quieto, sóbrio...
Ando devagar para poder ir olhando o mundo
Reparando as maravilhosas criações divinas
Sem pressa, tranquilo e calmo
Transpiro os fracassos e choro as felicidades
Para que o suor possabanhar meu corpo de esperança
E meus inimigos possam ver que eu tenho lutado com fé
E as lágrimas possam traçar um curso invisível de algria
Desde meus olhos, escorrendo por todo meu rosto
Cravando no meu coração lembranças várias
De vidas e venturas que eu não quero esquecer.
Frank Araújo.
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